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Terapia do Sistema de Família Interna (Richard C. Schwartz)

Introdução 

 

Você já se sentiu como se uma parte de você quisesse mudar completamente sua vida, enquanto outra parte tem pavor de dar um passo sequer? A Terapia de Sistemas Familiares Internos de Richard C. Schwartz faz mais do que apenas reconhecer essa tensão. Ela a mapeia, a nomeia e oferece um caminho para superá-la. Na Investigação Compassiva, voltamos repetidamente à pergunta que Gabor Maté residem no cerne do trabalho: “Se você não é o que aconteceu com você, e você não é suas limitações, estratégias de enfrentamento ou fracassos, quem é você?” O IFS é, em muitos aspectos, a cartografia exata necessária para responder a essa pergunta. Ele ajuda os clientes a entenderem que seus vícios, raiva explosiva e ansiedades debilitantes não são sua identidade central, mas sim “partes” protetoras operando dentro de um sistema interno maior, partes que se formaram para manter a pessoa inteira segura. 

Resumo do Livro 

O modelo IFS postula que a psique humana é naturalmente múltipla, composta por várias subpersonalidades ou “partes”, todas operando sob a orientação de um “Self” central. Quando os indivíduos vivenciam traumas, essas partes são forçadas de seus estados naturais para papéis extremos para proteger o sistema da dor. “Exilados” guardam as memórias isoladas e a dor emocional. “Gerentes” tentam controlar o ambiente para evitar que os Exilados sejam ativados, enquanto “Bombeiros” reativamente entram em ação para extinguir a dor, muitas vezes através de dissociação, compulsão alimentar ou raiva, quando os Gerentes falham. A cura ocorre quando o Self central é acessado, permitindo que as partes se “desmistifiquem” e liberem com segurança seus fardos extremos. 

Comportamentos Destrutivos como Protetores Mal-orientados 

Uma mudança profunda ocorre na terapia quando os clientes param de odiar suas próprias disfunções. Segundo o IFS, comportamentos que parecem auto-sabotagem são, na verdade, tentativas desesperadas de Bombeiros e Gerentes para manter o indivíduo seguro da agonia avassaladora dos Exilados. A Terapia de Integração de Partes (CI) baseia-se diretamente nesse insight. Ao examinar as “interpretações ou percepções que se ligam às emoções”, a CI ajuda os clientes a reconhecer que suas reações são estratégias protetoras geradas por uma parte de si mesmos, em vez de uma falha fundamental em seu caráter. 

Desmistificando e o Eu Essencial 

O Eu central é a verdadeira essência de uma pessoa, possuindo qualidades inatas de compaixão, curiosidade, calma e coragem. Para se curar, uma pessoa deve se “desmisturar” de suas partes. Quando um cliente é consumido pela raiva, ele acredita que é raiva. A desmistura permite que o cliente diga: “Uma parte de mim está com raiva, e meu Eu está testemunhando isso”. A Integração do Eu (CI) consegue isso guiando os clientes a dar um passo atrás e observar suas sensações físicas e gatilhos emocionais, efetivamente mudando-os do estado misturado da parte para a amplitude do Eu. 

Testemunha Compassiva 

Uma vez que um cliente está ancorado no Self, ele pode voltar-se para suas partes feridas com genuína curiosidade e compaixão. Em vez de tentar banir o crítico interno ou o viciado, o Self o entrevista, fica curioso sobre ele. Isso se alinha precisamente com o método do IC de examinar as crenças subjacentes que alimentam nossas emoções. Quando as partes protetoras se sentem ouvidas e presenciadas pelo Self, elas naturalmente relaxam, permitindo o acesso ao trauma exilado para que ele possa finalmente ser descarregado e integrado. 

Conclusão 

O IFS oferece aos clientes de CI algo radicalmente discreto: remove completamente os rótilhos patologizantes de seus conflitos. Ao aprenderem a se relacionar com seu sistema interno com curiosidade compassiva, os clientes descobrem que, sob suas estratégias de enfrentamento e limitações, jaz um Self intacto e radiante, um que é plenamente capaz de trazer harmonia para toda a sua família interna.